TV Boituva - Nossa saúde
Por: Dr. Leandro Serrão Franco

Realmente damos importância à nossa saúde?

Encontrar um médico falar que a saúde é o que temos de mais precioso é fácil e pode até mesmo parecer “chover no molhado”, uma vez que escolhemos dedicar 100% da nossa vida neste tema. Mas infelizmente isso não é o que acontece na grande maioria da população. Muitas vezes damos mais importância ao nosso trabalho, estudos e relacionamentos que à nossa saúde, sem percebermos que sem ela não podemos aproveitar ao máximo todas as outras citadas anteriormente.

Me lembro de um paciente que quando questionado sobre o motivo de ter faltado de várias consultas consecutivas, argumentou que seu patrão “não aceitava atestado médico’’ e que ‘”não podia faltar do trabalho para ir no médico, porque isso diminuía a produção da empresa’’. Confesso que fiquei surpreso com a afirmação, uma vez que ele disse isso com a convicção de que o patrão estiva com a razão.

Leis trabalhistas à parte, lembrei ao paciente que o fato dele ter faltado de tantas consultas atrapalhou em muito o sucesso do tratamento, que a dosagem do medicamento que ele usava necessitava de ajustes a cada 3 meses. No final da consulta constatei que a doença que ele tratava, hipotireoidismo (que será o tema da próxima coluna) não estava controlada adequadamente e que isso estava causando muito sono, desatenção, cansaço e até mesmo sintomas parecidos com depressão. Com todos estes sintomas, não se pode esperar nada que não seja uma queda na produção e eficiência do empregado, justamente o oposto do que o empregador esperava com a “proibição’’ do funcionário de ir à consulta médica. Este é apenas um de muitos exemplos que vemos todos os dias em consultórios espalhados por todo mundo de problemas que poderiam ser solucionados se nós colocássemos a nossa saúde em primeiro lugar, seja em nossa vida pessoal ou laborativa.

 Cada vez que um paciente diz que ele não pôde ir à consulta devido à “correria do dia a dia ou trabalho’’, lembro que ela é 1 mãe, 1 esposa, 1 filha; insubstituível para àqueles à quem à amam, e que sem dúvida existem no mínimo 10 currículos no departamento pessoal da empresa em que ela trabalha à distância de um telefonema para substituí-la caso algo aconteça.

Precisamos rever nossas prioridades, antes que seja tarde demais para nos arrependermos.

Até a próxima coluna!

 

Dr Leandro Serrão Franco

 
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